terça-feira, 28 de junho de 2011

Marketing X Vendas. Cuidado! Esta briga pode destruir sua empresa.

Por Amalia Sina* 


O conflito velado, sempre escondido atrás de uma frase ácida, de um e-mail hostil, de um comportamento cínico, de um artigo circulado com grifos de ofensas disfarçadas, olhares de desdém, comentários com espinhos, expressões faciais de intriga, brigas com xingamentos de baixo valor, entre outras atitudes, é o que permeia hoje em dia as empresas nas suas áreas de marketing e vendas. Deve haver exceções, mas não é fácil encontrá-las. Eu mesma vivi várias vezes este conflito, ora atuando em uma das áreas, ora como presidente, onde ambas tinham reporte direto a mim.
A alta administração se esconde e não toma partido. Atua de forma pontual, somente resolvendo o problema quando ele explode, nunca se antecipando para enfrentá-lo e dissolver antes que se inicie mais um surto. Prefere manter a popularidade geral a enfrentar dois guerreiros tão fortes quanto marketing e vendas. É lamentável que assim seja, e, por forte receio, a alta administração joga dois jogos, usa dois pesos e duas medidas, crendo que ambas as áreas não saibam que ela apóia um e outro ao mesmo tempo para não tomar partido e não ter que decidir algo mais profundo sobre o conflito. Parece ter receio de manter a palavra quando o conflito se apresenta, amolecendo quando convém. A situação não deve ser fácil para nenhum dos envolvidos. 
A empresa deve ter ciência de sua missão e de seus objetivos e neles, obviamente, acreditar, sendo ambos os frutos da discussão e da construção entre as partes, não devendo ser impostos. Quando não são claros, acendem-se os conflitos. Marketing e vendas são os primeiros, ainda que haja outros menos famosos dentro da corporação.Um dos motivos dos conflitos é o perfil dos profissionais de marketing e vendas, o qual o mercado trata de traçar de maneira clara. Apesar de ser dotado de estereótipos¸ parece haver um jeito especial e até preconceituoso de se referir aos profissionais de marketing e vendas. Há sempre um paralelo traçado entre ambos¸ no qual a comparação ocorre de forma a quase que excluir de um o que o outro possui¸ tanto positiva quanto negativamente. 
De maneira geral e simplista o perfil do profissional de marketing é de alguém intelectual, distante da realidade, pessoa de gabinete, insolente, alheio ao mercado, esnobe, centrado no status, bem formado, bem vestido e poliglota. Já o profissional de vendas é visto como alguém que só fala em desconto, decidido e pragmático dentro da empresa e maleável demais na frente do cliente cedendo com facilidade. 
Com o aumento da competitividade e a necessidade de pessoas multitarefa, este cenário terá que mudar, pois quem não está vendendo, está gastando. Ou seja, os profissionais devem se focar em trazer resultado para a empresa no sentido de tornar mais valioso o que a mesma oferece ao mercado, seja marca, serviço ou produto.

Este conflito não é apenas uma questão interna da organização, já que nem os fornecedores ou clientes apreciam tal atitude. A área de vendas quer fechar o pedido e aumentar volumes e o marketing quer o relacionamento de longo prazo. Dois discursos dentro da casa do cliente não podem ser permitidos jamais. As áreas de marketing e vendas têm que trabalhar em conjunto para decifrar o novo mercado, se não, correm o risco de corroer os negócios da organização. Como unir os esforços para promover o alinhamento das funções de vendas e marketing? Existe muita responsabilidade do lado de marketing. Primeiro, o marketing deve investir mais tempo em campo com vendedores e clientes. Isto estabelece uma valiosa harmonia, mas o mais importante é que estabelece entendimento e credibilidade. Os profissionais deste setor que investem seu tempo no mercado são tratados com muito mais respeito pelos vendedores e são cuidadosamente ouvidos. Segundo, o pessoal de marketing deve trabalhar duro para passar suas mensagens aos vendedores. Eles precisam estabelecer o tipo de cliente para o serviço específico, o preço e o posicionamento estratégico, bem como informar sobre a concorrência. Devem explicar todo o processo e “vender” a estratégia para a equipe de vendas. 
Do lado de vendas, o ideal é começar pela mudança de atitude. Esta área precisa reconhecer que o marketing tem importante função e competências e que é necessário tratá-lo como parceiro. Desta forma, a prática da boa venda continua sendo a melhor forma para se obter êxito nos negócios, e isto, é dever de todos dentro da organização. As pessoas são possessivas em seus domínios, mas quando percebem que a união de forças diante de um desafio é a melhor forma de ganhar mercado, a tendência é deixar de lado a arrogância e egoísmo e partir para um jogo onde todo mundo ganha.
Vamos combinar que briga entre áreas deveria ser coisa do passado e que conflito entre gente grande não faz o menor sentido. Se um profissional quer chegar longe e se destacar, brigar pelo seu território não deve fazer parte de sua estratégia. Deixe o conflito de lado e se concentre em seu cliente. O sucesso é garantido.

* Amalia Sina é reconhecida como uma das mais bem sucedidas executivas brasileiras de sua geração. Foi presidente da Philip Morris do Brasil, da  Walita do Brasil e vice-presidente da Philips para a América Latina. Com MBA em Marketing pela FEA/USP e Pós-graduada em Gestão pelo Triton College, Chicago, hoje comanda a sua própria empresa, a Sina Cosméticos. É autora dos livros “Mulher e Trabalho” e “Marketing Global – Soluções Estratégicas para o Mercado Brasileiro”.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Brasileiro não é criativo.

O mito de que o brasileiro é "criativo por natureza" é apenas isso, um mito. Em essência, o perfil autocrático da sociedade brasileira, que desestimula a iniciativa das pessoas, faz com que o brasileiro, de modo geral, tenha pouca criatividade. A afirmação é do consultor Paulo Benetti, da empresa Inteligência Natural, que em agosto vai falar dos paradoxos da criatividade no CONARH 2009 - 35° Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, promovido pela ABRH-Nacional.
"Frequentemente ouvimos que o brasileiro, famoso por seu ‘jeitinho', é uma pessoa criativa. Por outro lado, quando promovo encontros em empresas, o que mais escuto das pessoas são queixas sobre o fato de que elas não se sentem pessoas criativas. O fato é que em praticamente todos os países pobres acredita-se que o povo ‘é criativo', mas essa afirmação não se comprova na prática. Basta ver o número de patentes registradas no Brasil todos os anos, comparativamente a países como Estados Unidos ou muitos outros asiáticos", assinala Benetti, que também integra a Associação Brasileira de Criatividade e Inovação.
Segundo Benetti, as relações sociais no Brasil são autocráticas, ou seja, espera-se que as ideias e as respostas venham sempre do chefe, do líder, do presidente. Isso inibe drasticamente a criatividade, pois não ser criativo passa a ser um fator de sobrevivência em um mundo que exige a acomodação.
"A criatividade está em todos nós, mas precisa ser estimulada. É importante que as empresas percebam que a inovação, a criatividade dependem não apenas das pessoas, mas também de um ambiente que as estimule, de processos que as viabilizem e da sua materialização em um resultado, um produto, uma ação", explica.
Benetti assinala que em empresas extremamente hierarquizadas, onde as pessoas são instaladas a procederem segundo normas mais ou menos inflexíveis, é praticamente impossível esperar que aconteça o fenômeno da inovação, pois os empregados, de modo geral, vão evitar as situações de conflito.
Ele ressalta que, dependendo da indústria, do segmento onde a empresa atua, cerca de metade das boas ideias que a empresa adota pode vir dos empregados. "Mas há setores onde 90% das melhores ideias vêm dos clientes, o que revela a importância de programas que deem aos clientes oportunidades de se expressar e interagir com você", recomenda.
Autor de um dos artigos do livro "Da criatividade à inovação", a ser lançado pela Editora Papirus em Campinas (SP), no próximo dia 25/06, Benetti assinala que a capacidade de uma empresa de inovar sua posição no mercado será cada vez mais determinante do sucesso no futuro. "Notamos que as empresas criativas, inovadoras, trazem isso em seu DNA. Elas não têm problema algum para inovar, sabem como fazê-lo. Sua maior dificuldade está somente em encontrar uma boa ideia", explica.
DNA da inovação - Para Benetti, a empresa criativa e inovadora faz isso naturalmente e dispensa o apoio de comitês de inovação ou criação. Ele adverte que o primeiro passo para inovar de fato é atuar no sentido de criar um ambiente que favoreça a inovação e isso passa por profundas mudanças nas relações de trabalho. "É por isso que o tema da inovação afeta, diretamente, as áreas de Recursos Humanos, pois cabe a elas criar o ambiente ideal, que vai favorecer a criatividade. Isso passa pela revisão de modelos de gestão de pessoas e é algo que demanda tempo, perseverança e, acima de tudo, vontade de ser inovador", enfatiza.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O consumidor conhece as marcas. As marcas conhecem o consumidor?

Não é de hoje que eu defendo o quanto o relacionamento é importante para uma marca no ambiente digital. Recente pesquisa da Camara-e.net mostrou que 50% das pessoas que compram online, compram de lojas que elas já conhecem, ou seja, que já mantém um relacionamento. Por isso, não é difícil descobrir porque a B2W (Americanas.com, Submarino.com, Shoptime.com) ainda é a líder em vendas, pois as empresas do grupo foram uma das primeiras a se destacar e virar a 1ª compra de muitos e-consumidores, aqueles que não tiveram problemas com nenhuma empresa, mantiveram-se fieis. Esse é um dos motivos de sucesso da empresa. Quando um usuário entra para comprar na web é mais fácil ele comprar da Casas Bahia, Walmart, Magazine Luiza e do Extra porque são marcas que ele conhece e confia. Tem uma excelente experiência de compra nas lojas físicas e essa segurança migra para as lojas online quase que naturalmente. É nesse quesito que refaço a pergunta do título, será que as marcas têm esse mesmo conhecimento do consumidor? Será que, por exemplo, a Crawford sabe o time que eu torço? Que a Volkswagem sabe o dia do meu aniversário? Que o Submarino sabe que tipo de livros eu gosto? Que a Coca-Cola sabe que eu sou um grande fã da marca? E a Timberland sabe quanto eu calço? Não são exemplos fictícios não, essas são as marcas que eu me relaciono e gosto. Tenho produtos de todas elas, algumas para mim, são preferência número 1 no segmento em que atuam. Mas será que elas sabem disso?
Claro que estou aqui dando um exemplo pessoal, mas imagine isso elevado a milhares de fãs dessas e de outras marcas com as quais eu falei. Até mesmo a Apple que é uma empresa altamente desejada será que ela sabe porque eu comprei um dos seus telefones e porque meus amigos também o fizeram? Cada indivíduo tem uma história de vida e assim uma forma de se relacionar com as marcas e produtos. O motivo pelo qual eu comprei um celular da Apple não é o mesmo pelo qual meu amigo, advogado, ou a minha irmã que também trabalha com marketing digital compraram. Podem ter certeza. Cada vez mais, e em se falando de Internet é mais forte ainda, as empresas tem que trabalhar o entendimento profundo do consumidor. Marcas, esqueçam o perfil de público com idade, sexo, grau de escolaridade, faixa etária e classe social. Isso era perfil de consumidor há 15 anos. Hoje precisamos saber mais desse consumidor: Quem, como, onde, porque compram?
Quando uma marca começa a entender profundamente o que o seu consumidor deseja, ela não apenas oferece produtos relevantes em momentos relevantes, e com isso aumentam as chances de vendas, como também conseguem desenvolver novas linhas de produtos, melhorar o atendimento, se diferenciar da concorrência, ganhar fãs da marca e, com isso, advogados da marca que vão defendê-la gratuitamente.
E porque eu mencionei que na Internet esse conceito de entender o consumidor é mais forte? Porque na web é onde as pessoas falam o que querem, mostram o que desejam e deixam rastros do seu caminho. Quando eu pego meu carro, saio de casa em direção ao shopping para comprar uma camisa, o máximo que o lojista sabe é que eu estou no shopping e entrei na loja dele. Quando eu abro o browser, vou no Google, pesquiso a camisa, vou no Buscapé vejo o local mais em conta e vou para o site da loja. Sites que tem a cultura de web vão ver todo esse meu caminho digital, pois eu deixei rastros em cada um que fui. Sites sem conhecimento só saberão que eu cheguei a loja, mas não saberão o porque nem como. Ai fica mais difícil me conquistar ou oferecer produtos para que eu aumente meu ticket médio, correto? Em resumo: quanto mais as marcas entenderem seus consumidores, mais retorno financeiro terão. Topa entrar nessa?

* Felipe Morais é publicitário, professor, palestrante e escritor. Especialista em Planejamento Estratégico Digital, autor do livro de mesmo nome.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Características dos comunicadores de sucesso!


Será que os grandes oradores nascem prontos? Será que posso desenvolver competências para me tornar um bom comunicador? Essas são algumas perguntas que ouço com muita frequência, referente ao assunto falar em público. Tenho pesquisado há mais de 11 anos quais são as características dos bons oradores e o que pode tornar uma pessoa um bom comunicador. Posso afirmar que bons oradores não nascem prontos, eles se fazem. A cada dia podemos melhorar em tudo o que fazemos, inclusive na comunicação. Comunicar-se bem é uma competência que pode e deve ser aprendida, desenvolvida e explorada durante toda a vida. Domínio do assunto a ser abordado, conhecimento de técnicas de oratória e prática são ingredientes comuns entre os grandes comunicadores. Eles também possuem um profundo e sincero respeito pelos seus ouvintes, além de se comunicar com suas esperanças, expectativas e desejos. Sempre procuram informações detalhadas dos ouvintes, para adequar sempre sua linguagem, marcando suas mentes e seus corações.
Para isso, antes até de iniciarem a fala com simpatia, generosidade e carisma, começam o processo de conquista. Quando começam a falar, as introduções precisam ser criativas, envolventes e muitas vezes surpreendentes. Já as conclusões são o coroamento, instante em que levam os ouvintes a refletir ou agir de acordo com suas propostas. Sendo o bom planejamento um aspecto que os diferencia, sempre se preparando muito bem para suas apresentações. Eles têm consciência que tanto a introdução quanto a conclusão de uma fala são grande trunfos, que devem ser bem explorados. A simplicidade é outra característica comum. Eles fazem informações e ideias complexas transformarem-se em algo bem simples, próximo ao dia a dia dos ouvintes. Através de exemplos, histórias, metáforas e parábolas, pensamentos e reflexões, envolvem e criam sintonia e proximidade com o público. Como disse Leonardo da Vinci: "A simplicidade é a sofisticação máxima". Eles exploram bem a voz, colocando ritmo a sua fala. Alternam a velocidade e o volume, utilizam bem as pausas, as inflexões e as entonações, para que os ouvintes tenham uma interpretação do sentimento transmitido pelas palavras. Quando utilizam recursos visuais, utilizam com bom senso para enriquecer e facilitar o acompanhamento do raciocínio, além de destacar as informações importantes, possibilitando assim a lembrança do assunto por tempo mais prolongado. Todas imagens, citações, vídeos e sons são artifícios utilizados para tornar as mensagens mais claras, além de em algumas situações sensibilizar e emocionar. São também grandes estudiosos dos assuntos que abordam e eternos aprendizes. Os bons comunicadores também se preocupam com os pequenos detalhes: gesticulação, postura, olhar e todos os outros aspectos da comunicação não verbal. Importante salientar que qualquer técnica só terá êxito nas mãos daqueles que a utilizam com espontaneidade. Mas um aspecto faz toda diferença nas apresentações desses grandes comunicadores: o entusiasmo com que eles apresentam suas ideias.  Entusiasmo pelo compromisso com o que se diz, demonstrando interesse e envolvimento pelos assuntos abordados. Sem disposição, energia, envolvimento e emoção por parte de quem fala, dificilmente serão despertados a atenção, o interesse e o envolvimento do público.
Como disse o escritor Anatole France: "Prefiro os erros do entusiasmo à indiferença da sabedoria".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gestão de Clientes: 9 dicas de como aumentar a satisfação dos clientes

Aqui descrevo 9 dicas simples de como melhorar a satisfação dos clientes de sua empresa.
1 - Pense em maneiras de facilitar a vida de seus clientes. Quem já não se colocou no lugar de alguem ou  se perguntou: Por quê isso não pode ser melhor, será que a empresa não ve que isso esta desse jeito? #clientesatisfeito
2 - Não faça apenas uma venda. Construa relações com os clientes. Use um CRM, tenha uma metodologia de Gestão de Clientes. #clientesatisfeito
3 - Pesquise o que falam sobre a sua empresa na internet. Utilize twitter, facebook, hoje em dia existem inúmeras ferramentas para saber a respeito do que estão falando sobre a sua empresa. #clientesatisfeito
4 - Foque no cliente e não no produto! Não estamos mais em 1960 quando as empresas usavam marketing de massa, hoje em dia e empresa deve atecipar a necessidade do cliente. Para isso devemos conhecer mais o cliente através das redes sociais e dos contatos com o cliente. #clientesatisfeito
5 - Transforme as reclamações em oportunidades. Não pense que o cliente sempre esta errado e reclama demais. Veja em cada reclamação, insatisfação a oportunidade de conseguir mais alguma coisa. #clientesatisfeito
6 - Surpreenda seus clientes! Faça mais do que eles esperam. Se você continuar a fazer as mesmas coisas, vai ter os mesmos resultados. #clientesatisfeito
7 - Descubre o que seu cliente precisa e quando precisa. Mantenha um histórico do seu cliente e utilize isso em seu benefício. #clientesatisfeito
8 - Fique atento ao atendimento a clientes, 80% dos problemas das empresas com clientes
está relacionado com atendimento ao cliente e qualidade do produto oferecido!  #clientesatisfeito
9 - Demonstre que o cliente é importante para sua empresa. Crie formas do cliente perceber que você se importa com ele. #clientesatisfeito

Com estas 9 dicas é possível melhorar e muito a satisfação de clientes.

FONTE: http://www.artigonal.com/atendimento-ao-cliente-artigos/gestao-de-clientes-9-dicas-de-como-aumentar-a-satisfacao-dos-clientes-4343493.html